Caminhos Podcast 01 – O Islã

E seguindo com as gravações do Caminhos Podcast nesse episódio número 01 falamos um pouco sobre o Islã ou Islamismo, tentando desmistificar alguns aspectos dessa religião que cresce exponencialmente.

O objetivo do blog é falar sobre a Umbanda, porém queremos disseminar o conhecimento sobre as demais religiões existentes pra  que todos possam ter clareza e discernimentos sobre o que cada uma prega e assim como não desejamos a intolerância para nossa religião, esperamos não ser intolerantes e conhecimento é o caminho mais rápido para isso.

Este trabalho é um realização conjunta dos blogs Perdido em Pensamentos e Caminhos da Fé.

Esperamos que gostem. Comentem e deixem suas sugestões e aproveite os links para aprofundar no tema.

Tema: O Islã

Duração: 53 minutos.

Apresentação:Alexandre Abreu.

Comentários: Douglas Rainho e Ediléia Diniz.

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Links citados no episódio:

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Hino da Umbanda e sua História

(foto Ives Remels 2008)

A Umbanda sempre nos presenteia com histórias maravilhosas e não seria diferente com o seu hino.

Nesta data que a Umbanda completa 107 anos deixamos nossa homenagem com a publicação do Hino da Umbanda e um pouco da história de como foi criado este lindo hino.

HINO DA UMBANDA

Refletiu a luz divina

Com todo seu esplendor

é do reino de Oxalá

Onde há paz e amor.

Luz que refletiu na terra

Luz que refletiu no mar

Luz que veio, de Aruanda

Para todos iluminar.

A Umbanda é paz e amor

É um mundo cheio de luz

É a força que nos dá vida

e a grandeza nos conduz.

Avante filhos de fé,

Como a nossa lei não há,

Levando ao mundo inteiro

A Bandeira de Oxalá !

Sobre a História do Hino da Umbanda

Este hino é cantado em todos os terreiros, e sem sobra de dúvida todos terreiros tem em comum, e afirmo que não há algum umbandista que não se emocione quando é cantada esta melodia.

Nascido em 05 de Agosto de 1907 em Monção, Portugal, José Manuel Alves, este Leonino, já em sua terra natal era ligado a Música, tendo dos 12 aos 22 anos tocado clarineta na Banda Tangilense, em sua cidade natal.
Com pouco mais de 20 anos, em 1929, vem para o Brasil, indo residir no interior do estado de São Paulo. No mesmo ano, mudou-se para a capital paulista, ingressando na Banda da Força Pública, onde ocupou vários postos, aposentando- se como capitão.
Em paralelo a esta função exerceu a carreira de compositor de Músicas Populares e, ao longo da mesma compôs dezenas de músicas as quais foram gravadas por famosos intérpretes da época: Irmãs Galvão, Osni Silva, Ênio Santos, Grupo Piratininga, Carlos Antunes e Carlos Gonzaga entre outros. Suas composições mais famosas foram: Em 1955, Juanita Cavalcanti gravou a marcha “Pombinha Branca” de sua autoria em parceria Reinaldo Santos; em 1956, Zaccarias e sua Orquestra gravaram o dobrado “Quarto Centenário”, de sua parceria com Mário Zan.Compôs ainda valsas, xotes, dobrados, baiões, maxixes e outros gêneros musicais.
Em 1957, realizou sua única gravação no antigo disco de vinil, o “LP”, acompanhado de sua banda, sendo a gravadora a RCA Victor.Mas … e a Umbanda? Aonde entra? Para a Umbanda, e para vários Terreiros compôs diversos pontos gravados por diversos intérpretes, como por exemplo, “Saravá Banda” gravado em 1961 por Otávio de Barros, “Prece a Mamãe Oxum” gravado em 1962 pela cantora Maria do Carmo.
Além destes temos: “Pombinha branca” (com Reinaldo Santos), “Ponto de Abertura” (com Terezinha de Souza e Vera Dias), “Ponto dos Caboclos”, “Prata da Casa”, “Prece a Mamãe Oxum”, “Xangô Rolou a Pedra”, “Xangô, Rei da Pedreira”, “São Jorge Guerreiro”, “Saravá Oxóssi”, “Homenagem à Mãe Menininha” (c/ Ariovaldo Pires), Saudação aos Orixás, além do Hino da Umbanda.
Mas como foi estabelecida a sua ligação com a Umbanda? Cego de nascença, José Manuel Alves foi, no início da década de 60, em busca de sua cura. Foi procurar a ajuda do Caboclo das Sete Encruzilhadas, entidade do médium Zélio de Morais, fundadores da Umbanda.
Embora não tenha conseguido sua cura porque, segundo consta, sua cegueira era de origem cármica, José Manuel Alves ficou apaixonado pela religião e, ainda em 1960, fez o Hino da Umbanda para mostrar que esta Luz Divina, que vem do Reino de Oxalá, não é para ser vista com os olhos físicos, que voltarão ao pó, mas sim com olhos do espírito, no encontro da mente com o coração …
O Hino foi apresentado ao Caboclo das Sete Encruzilhadas que gostou tanto do mesmo que resolveu apresentá-lo como Hino da Umbanda no 2º Congresso de Umbanda em 1961, sendo oficializado na 1ª Convenção do CONDU-Conselho Nacional Deliberativo de Umbanda em março de 1976.
Podemos nesta pequena história ver que este hino é fruto de um Amor muito grande pela Umbanda, Amor este oriundo de uma Fé profunda, daquelas obtidas com a Humildade e a Resignação ante ao Conjunto de Leis do Pai Maior.

Fonte: Umbanda de Jesus

Foto: Ives Remels

Caminhos Podcast – #0 – Piloto – Por que estudar religião?

O Podcast Caminhos tem como objetivo focar no discurso sobre as diversas religiões existentes e abordar suas particularidades sem visões já preconcebidas. Nesse piloto abordamos a importância sobre o estudo da religião.

Uma realização conjunta com os blogs Caminhos de Fé  e Perdido em Pensamentos.

Tema do Podcast: Por que estudar religião?

Apresentação:Alexandre Abreu.

Comentários: Douglas Rainho e Ediléia Diniz.

Em breve iremos disponibilizar pra assinarem no Itunes.

Esperamos seus comentários, criticas e sugestões aqui no nosso comentário ou lá no SoundCloud Caminhos Podcast

Agradecimentos Especiais à Renata Leite.

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Evolução e Transformação por Rubens Alves

milho de pipoca pirua

Rubem Alves é um construtor de pontes, não com armações de ferro, concreto,  pedras e outros elementos comuns a construção civil. Ele usa as palavras como matéria prima para construir pontes e viadutos que nos levam para lugares onde precisamos ir  e sair do nosso habitat.

E onde Rubem Alves se encaixa no contexto de evolução e transformação?

Primeiro precisamos falar sobre o mês de agosto, quando muitas casas de caridade comemoram o Orixá Obaluayê (Obaluaiê pra alguns) e no qual é geralmente sincretizado com São Roque e com São Lázaro. São Roque, celebrado em 16 de agosto, é o santo católico protetor contra a peste e também o padroeiro dos inválidos e dos cirurgiões. Continuar lendo Evolução e Transformação por Rubens Alves

Rubem Alves e a Umbanda – A Parábola das Rãs e o Pintassilgo

pintassilgo

Rubem Alves, um grande escritor, filósofo, pensador de nossos tempos, teólogo, pastor, perseguido, acadêmico e quem diria um grande ser humano que deixou um legado e muitos apaixonados pelos seus escritos.

Ele não era Umbandista e até onde acompanhamos sua história, na época da ditadura, “foi convidado” a não ser mais pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, enfim, quem ganhou fomos todos nós e inclusive trás uma bela reflexão aos todos Umbandistas.

Leiam com calma,  digerindo cada palavra e absorvendo a sua essência.

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Amarração Amorosa e a Umbanda

amarracao amorosa

Se você procurar na internet o termo “amarração amorosa” com certeza irá se deparar com inúmeros links que nos levam para sites e videos orientando como fazer ou encontrar alguém que faça um trabalho de amarração “com resultados garantido”.

É triste, pois é uma realidade muito comum encontrarmos tantos anúncios publicados na internet quanto em postes e panfletos distribuídos pela cidade, ostentando nome de supostos “sacerdotes” da Umbanda e de Candomblé ou ainda guias e entidades que trabalham sob a Lei Divina destas religiões.

A pratica da Umbanda nos chama a espalhar a verdade do trabalho maravilhoso que é realizado em nome da caridade e aproveito para  transcrever um texto excelente sobre Entendendo Sobre Amarrações Amorosas, publicado originalmente no blog Luz de Umbanda.

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Umbanda pé no chão

umbanda pe no chao

Por Ademir Barbosa

Quando se diz que a Umbanda é pé no chão não significa que não possa haver giras com médiuns calçados. “Pé no chão” representa centramento, despojamento e humildade.

Centramento – os médiuns têm a consciência de que são instrumentos e, como bons instrumentos, procuram manter-se limpos (higiene, equilíbrio emocional e espiritual etc.) e atualizados (serviços na casa, preces, meditação, estudo, palestras etc.)

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A Semeadura de uma Religião: Os Orixás Regentes da Natureza

semeador semeadura
Milagres e fenômenos são as chaves de toda semeadura religiosa, e com a Umbanda não seria diferente, pois eles acontecem a todo instante por todo o Brasil e surpreendem os descrentes, os ateus, os zombeteiros e até… os fiéis Umbandistas, já acostumados a eles nos seus trabalhos rituais.
Saibam que, em se tratando de coisas divinas, os milagres e os fenômenos são coisas comuns e acontecem em todas as religiões, pois só assim o senso comum cede lugar à fé e permite que toda uma vida desregrada seja reordenada e colocada na senda luminosa da evolução espiritual e consciencial.

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Incorporação não é possessão

Incorporação não é possessão

Incorporação e possessão é um assunto que gera bastante dúvida nos iniciados na caminhada da evolução espiritual e porque não dizer também nos que já estão a mais tempo na caminhada?

Pra auxiliar nesta questão, trago um texto escrito pelo Sacerdote Alexandre Cumino e espero que auxilie na reflexão e entendimento.

Incorporação não é possessão – por Alexandre Cumino

Na grande maioria das religiões, o fenômeno que chamamos de “incorporação” não é algo desejado e, assim, quando alguém entra em transe, geralmente, é algo contra a sua vontade. Por este fato, se usa o termo possessão e se afirma que tal pessoa está possuída. A própria palavra implica em algo que está sendo tomado à força, uma agressão. Assim é, por exemplo, no catolicismo, em que quando alguém é possuído ou tomado, logo isso é reconhecido como uma possessão demoníaca e o caminho mais indicado é fazer um exorcismo. Nas religiões Pentecostais, é costume incorporar o espírito santo e falar em línguas, o que também é um fenômeno de transe. Ainda neste seguimento, também se faz exorcismos dos capetas ou demônios que podem estar atrapalhando a vida de alguém. Nas novas religiões evangélicas brasileiras, houve uma demonização das entidades de Umbanda, especialmente Exu e Pomba Gira, e assim, é comum que os adeptos incorporem estas entidades como se elas fossem demônios que necessitam ser expulsos. O que, do ponto de vista da Umbanda, é um absurdo claro.

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Todos São Médiuns ou Não?

Medium

Texto originalmente pubicado no Perdidos em PensamentosTodos São Médiuns ou Não

Por Douglas Rainho

A grande falácia que é propagada sem resguardos no meio espiritualista é:“Todos são médiuns.”.

Apesar do codificador do Espiritismo afirmar isso em suas obras básicas, não é bem assim que funciona. A questão não é que os Espíritos estavam errados quando deram essa afirmativa, mas sim que os espíritas e espiritualistas a entendem de forma incorreta.

Primeiramente precisamos entender o que significa a palavra Médium. Este é um termo utilizado por Allan Kardec para descrever o meio de manifestação, logo médium, é o intermediário entre o mundo dos Espíritos e o mundo material. Porém, a questão se complica ao assumir a afirmativa sem ressalvas, ser médium todos realmente somos, mas não da forma como muitos entendem a mediunidade.

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